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zeeeeh
Supreme tranceaddict
Registered: Feb 2004
Location: Recife -PE
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hehehehe
altas coisas q tem citado na votação a cima... são peculiaridades do sotaque nordestino... coisas q naum são faladas apenas pelo povo pobre... mais por gente q tem escolaridade... o melhor exemplo eh o vamo? aqui em recife mesmo... até eu falo! eheheh isso vem um pouco de outro termo usado pro mesmo significado... o tal do bora... bora nessa? ai acaba usando-se vamo nessa?
ehehehe
gostei =D
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Mar-06-2004 04:07
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Lira
Ancient BassAddict

Registered: Nov 2001
Location: Brasilia, Brazil
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| quote: | Originally posted by BeeEee
Ja agora como e q vais interpretar os resultados ? |
Eu tou vendo como os falantes de língua portuguesa consideram a sua própria pronúncia: o que eles reconhecem como verdadeiro e o que eles acham falso. Até que ponto existe uma "unidade" linguística no Brasil, ou entre Brasil e Portugal.
Pra isso, porém, não posso me pegar como padrão. Apesar de eu, por exemplo, ter marcado como verdadeiras as primeiras 5 opções, apenas "arroz -> depois" foi confirmada como uma ditongação comum (eu sempre ponho esse "i" antes do "s" ou "z" se a última sílaba for a tônica, o que eu acho que é normal em Brasília). Se eu fizer alguma coisa, tenho que baseá-la na pronúncia comum, não só na minha 
| quote: | Originally posted by BeeEee
O teu objectivo c esse alfabeto seria aproximar a pronuncia brazileira da portuguesa ? |
Tecnicamente é impossível mudar assim a pronúncia de alguém (quem dirá de um país inteiro). Há várias coisas diferentes entre o portugues brasileiro e o europeu (como a excessiva redução vocálica na Europa e a excessiva palatalização no Brasil). A única coisa que o alfabeto faria seria simplificar a escrita, deixando no papel exatamente aquilo que se diz. Um alfabeto fonético, por assim dizer. Dessa forma, as pessoas escreveriam como falam, o que, apesar de criar um primeiro distanciamento entre os dialetos do português, ajudaria a derrubar o mito de haver "dialetos" superiores (isto é, "Português errado"). Sem contar que, a escrita com o alfabeto latino é realmente sofrível: pegue a expressão "sem exceções asseguradas". Você escreve o "s" de 4 formas diferentes "s", "xc", "ç" e "ss", por motivos meramente históricos.
| quote: | Originally posted by zeeeeh
altas coisas q tem citado na votação a cima... são peculiaridades do sotaque nordestino... coisas q naum são faladas apenas pelo povo pobre... mais por gente q tem escolaridade... o melhor exemplo eh o vamo? aqui em recife mesmo... até eu falo! eheheh isso vem um pouco de outro termo usado pro mesmo significado... o tal do bora... bora nessa? ai acaba usando-se vamo nessa? |
É, a gente usa "vamo" aqui também. Na verdade, eu dificilmente coloco esse "s" final, apesar de me considerar um caso extremo Isso é normal em todo o território nacional, até onde eu saiba, com exceção do sul. Acho eu, que isso nasceu da aspiração da letra "s", comum no nordeste. Considerando "h" o "r" da palavra "rato", não é difícil ver alguém aí dizendo "Ah criançah tão jogando bola". A gente também aspira no "r", como em "veh", "estah", "dizeh"... e, em dialetos onde essa aspiração ficou mais sutil, o som simplesmente sumiu, fazendo com que "ver" e "vê" constantemente tenham a mesma pronuncia. O mesmo vale pro "s". No meu caso, eu diria "Eu e meus amigos não queremos fazer isso" como "Eu e meus amigo não queremo fazê isso", o que mataria um elitista 
| quote: | [i][b]Originally posted by BeeEee
Os erros q podem ser dados e na escrita e n na fala a meu ver |
As diferenças de pronúncia não são erros e sim, padrões diferentes. O meu objetivo é apenas simplificar a escrita e fazer uma escrita que valorize a forma regional de falar. Muitos diriam que isso levaria ao caos, mas, se a gente se entende falando, não tem porque não se entender escrevendo 
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Mar-06-2004 17:05
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nettwerk
Coming back for more!

Registered: Jul 2002
Location: the artist formerly known as The Darklord
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Bem, eu já tinha votado ontem, ou seja, mais um europeu... 
... e desta vez, um puro exemplar da raça alentejana, terra onde nós gostamos de "falári à nossa manêra" 
Apenas uma curiosidade: quand'eu andava no Secundário, a minha professora de Português (uma daquelas que qualquer um tem medo de apanhar) perguntou-me porqu'é qu'eu "falava à brasileira", e eu respondi-lhe que na minha terra também se fala muito com o gerúndio (trabalhando, ouvindo, apagando,...).
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No, I'm not aplz.
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Mar-06-2004 17:59
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Lira
Ancient BassAddict

Registered: Nov 2001
Location: Brasilia, Brazil
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hehe, é esse problema da distância que dá um certo problema.
Ao simplificar o alfabeto, o problema do anafalbetismo poderia ser resolvido, já que português é realmente um pouco traiçoeiro na escrita. O detalhe é: vocês de Portugal reconhecem o "ê" de "verdade" como "ê" ou como "â". Se reconhecerem como "ê", dá na mesma; se reconhecerem como "â", aí a coisa já dificulta um pouco...
... mas, o alfabeto facilitaria as coisas, ao aceitar as diferenças e, quanto à padronização; bom, eu tenho que ver os resultados daqui 
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Mar-06-2004 21:03
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NicklessGuy
Coisinha Tosca da Mamãe

Registered: Dec 2002
Location:
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Bem, eu jápenso exatamente o inverso, tudo q pode ser melhorado, simplificado e feito d forma mais engenhosa, pq nao fazer? a tendência das coisas é evoluir, não estacionar.
As pessoas se acostumam e se apegam a conceitos q poderiam ser mais simples e fáceis para quem ainda vai ter q absorvê-los, por medo d mudar e apego mesmo.
Essas mudanças já acontecem naturalmente, antigamente por exemplo falava-se "vósmicê" ao invés d "você", e isso é só um exemplo, entao essas alterações ja acontecem, só q d uma forma lenta e disfarçada q não da p/ as pessoas irem percebendo e se contrariando. Se mudasse d uma hora p outra muita gente ia odiar (pessoas q já sabem, mas com certeza não levam em conta qt gente ficaria feliz com a oportunidade de aprender de uma forma mais acessível para elas).
Como o Lira falou, a exemplo do Japão, há muito tempo atrás eles criaram o alfabeto alternativo Hiragana e isso praticamente zerou o índice de analfabetismo do país, e nem foi preciso alterar a escrita original.
Eu apoio a idéia e inclusive sempre me perguntei pq o português é tão sem padrão. Cada situação se usa palavras, pronomes e artigos diferentes, sem um motivo que justifique, apenas se usa e pronto. Isso é legal pq enriquece a língua, mas deveria se constituir apenas d opicionais, e não ter uso obrigatório.
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Mar-07-2004 11:37
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Lira
Ancient BassAddict

Registered: Nov 2001
Location: Brasilia, Brazil
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| quote: | Originally posted by NicklessGuy
Bem, eu já penso exatamente o inverso, tudo q pode ser melhorado, simplificado e feito d forma mais engenhosa, pq nao fazer? a tendência das coisas é evoluir, não estacionar. |
Era o que eu tinha pensado 
| quote: | Originally posted by NicklessGuy
Como o Lira falou, a exemplo do Japão, há muito tempo atrás eles criaram o alfabeto alternativo Hiragana e isso praticamente zerou o índice de analfabetismo do país, e nem foi preciso alterar a escrita original. |
Pois é... da mesma forma, o Hangul na Coréia conseguiu fazer com que, uma escrita que demorava (no mínimo) 5 anos pra ser aprendida, fosse substituída por outra que se aprende em 5 horas 
| quote: | Originally posted by NicklessGuy
Eu apoio a idéia e inclusive sempre me perguntei pq o português é tão sem padrão. Cada situação se usa palavras, pronomes e artigos diferentes, sem um motivo que justifique, apenas se usa e pronto. Isso é legal pq enriquece a língua, mas deveria se constituir apenas d opicionais, e não ter uso obrigatório. |
Etimologia, é culpa dela 
Pra início de conversa, o alfabeto português (não é um nome correto, mas dá pra entender) é uma adaptação do alfabeto latino, que é uma adaptação do alfabeto grego, que é uma adaptação doutra adaptação de mais uma adaptação do alfabeto fenício. Da mesma forma que uma brincadeira de telefone sem fio, as letras que em fenício representavam as palavras que começavam com aquele som em particular, agora só têm parte do formato intacto - com o detalhe de não nos lembrar coisíssima alguma, já que ninguém sabe fenício.
Pra piorar as coisas, nossa língua conserva a estrutura de escrita do latim com algumas adaptações que foram necessárias. Qualquer um sabe que, apesar de ser sub-produto, um luso-brasileiro normal não entende latim, e até a pronúncia do latim era bastante diferente da do português.
Por isso pensei num alfabeto simplificado que pudesse ser aprendido em uma semana, e cujo formato lembrasse a pronúncia, de forma a facilitar a leitura (e escrita). Assim não riríamos mais quando alguém, por ingenuidade escrevesse "gazolina" ou "essessão" 
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Mar-07-2004 14:51
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